Quanto custa trocar o nome da empresa depois

Quanto custa trocar o nome da empresa depois

Resumo A troca forçada costuma acontecer quando outra empresa registra o seu nome no INPI. O custo maior não é o cartório: é refazer tudo que tem o nome e reconquistar o cliente. Trocar só o nome fantasia é mais simples do que trocar a razão social. Registrar a marca no começo custa uma fração disso.

Por Maria Cristina Cargnin

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Quanto custa trocar o nome da empresa depois


Trocar o nome de uma empresa que já funciona custa muito mais do que a alteração no papel. Além da mudança no CNPJ, você refaz a fachada, as embalagens, o site e os perfis, e corre o risco de perder clientes que não reconhecem o nome novo. O motivo mais comum para uma troca forçada é descobrir que outra empresa registrou o nome como marca no INPI.

Quando a troca de nome é obrigatória?


A troca vira obrigação quando outra empresa tem o nome registrado como marca no INPI, na mesma área que a sua. O registro dá ao dono o uso exclusivo em todo o Brasil (Lei 9.279/1996, art. 129). Ele pode exigir que você pare de usar o nome e cobrar indenização pelo uso (art. 209).


Isso pode acontecer mesmo que você use o nome há anos. Em geral, a empresa recebe primeiro uma notificação pedindo que pare de usar o nome em um prazo. Se não parar, o caso vai para a Justiça.


O que muda quando a empresa troca de nome?


A lista depende do que precisa mudar. Se o problema é só a marca, você troca o nome fantasia. Se a razão social também repete a marca de outra empresa, a alteração passa pela Junta Comercial.


O que muda

Trocar só o nome fantasia

Trocar também a razão social

Cadastro do CNPJ

Sim

Sim

Contrato social na Junta Comercial

Em geral, não

Sim

Inscrições municipal e estadual

Em geral, não

Sim

Certificado digital

Não

Em geral, um novo

Bancos, maquininha e fornecedores

Atualizar o cadastro

Atualizar o cadastro

Fachada, embalagens e uniformes

Refazer

Refazer

Site, domínio e redes sociais

Refazer

Refazer

Contratos com clientes

Avisar

Aviso formal ou aditivo


Custos que não aparecem na nota


  • Clientes que não acham você. Quem procura o nome antigo no Google ou no mapa encontra outra empresa, ou nada.
  • Avaliações e posição no Google. O perfil da empresa no Google e o site levam tempo para ganhar relevância com o nome novo.
  • Estoque parado. Embalagens, etiquetas e uniformes com o nome antigo viram perda.
  • Tempo do dono. Semanas cuidando da troca em vez de vender.


Dá para negociar e manter o nome?


Às vezes. O dono da marca pode aceitar um acordo de convivência, em que as duas empresas usam o nome em condições definidas, ou licenciar a marca em troca de pagamento. Não há obrigação de aceitar, e a decisão é dele. Quem negocia nessa situação está em desvantagem, porque o registro já tem dono.


Se o seu uso começou antes do pedido do outro, a lei protege quem usava a marca de boa-fé há pelo menos 6 meses (art. 129, § 1º). Essa proteção depende de prova e de agir dentro dos prazos do INPI, e não funciona em todos os casos.


Quanto custa evitar a troca?


Registrar a marca no começo é a forma mais barata de evitar tudo isso. A taxa do INPI para MEI, microempresa, empresa de pequeno porte e pessoa física é de R$ 440 por classe, com especificação pré-aprovada (Portaria GM/MDIC nº 110/2025). O escritório MCPC Advocacia detalha cada taxa no guia sobre quanto custa registrar uma marca no INPI.


Compare com a tabela acima: só a fachada e as embalagens novas costumam passar desse valor. E se a sua empresa ainda vai nascer, o melhor momento é antes de escolher o nome. Veja como escolher um nome de empresa que dá para registrar.


Fontes


  • Lei 9.279/1996, Lei da Propriedade Industrial, arts. 129 e 209 (planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm)
  • INPI, Tabela de Retribuições dos Serviços de Marcas, Portaria GM/MDIC nº 110/2025


Perguntas frequentes

Maria Cristina Cargnin

Advogada compliance desde 2025 na Razonet Digital.

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